A pessoa que vê o que não está lá (ainda)


Surgiu hoje no Making Game of Thrones uma entrevista com Naill McEvoy, coordenador dos Efeitos Visuais (VFX). Aqui fica a tradução.

Descrição das funções:
"Juntamos tanta informação quanto conseguimos de um dia de gravações, seja informação sobre a iluminação, sobre as câmaras, a inclinação ou altura das lentes... o que quer que nos ajude a integrar elementos inexistentes na imagem final. A única forma de fazer com que estes pareçam reais é iluminá-los corretamente e gravá-los corretamente para que encaixem nas imagens originais. Se já viram maus efeitos visuais, garanto-vos que foi porque a iluminação não estava bem feita. Portanto, anotamos todas as referências e categorizamo-las, para que quando regressarmos mais tarde e gravarmos um elemento, possamos recriar tudo de forma precisa."

Maior desafio por trabalhar em GoT:
"Bem, essencialmente, GoT é uma longa-metragem com 10 horas de duração. É uma série televisiva, sim, mas a HBO exige excelência. Ao filmar algo a esta escala, com o tempo que temos disponível, todos têm de dar o seu melhor, e todos os detalhes são importantes. E a lama. Muitos dos nossos locais de gravação são campos ou pedreiras lamacentas. Já acordei por estar a sonhar que estava asfixiado em lama. Olhem para onde estamos (num campo muito lamacento em Audley Tower, utilizado para um dos acampamentos de Robb), tudo isto é ridículo! De vez em quando, paramos e pensamos que isto é de doidos, mas depois é incrível. Não consigo imaginar algo que preferisse estar a fazer."

Os elementos VFX que está mais ansioso por ver na 2.ª temporada:
"Gostaria de ver como é que os dragões cresceram, progrediram e melhoraram. Apareceram no final da primeira temporada, mesmo no fim do 10.º episódio. Na próxima temporada, vamos vê-los muito mais e isso é entusiasmante. E os lobos. Estivemos envolvidos na sua criação para esta temporada e gravámos muitos elementos com eles. São coisas enormes, do tamanho de cavalos pequenos, e mal posso esperar para ver como ficam."

Personagem preferida:
"Gosto mesmo dos tipos maus. O Viserys era tão bom. Tão malvado. Penso que ele foi subvalorizado em muitos aspetos, mas penso que foi incrível. E o Joffrey. O Joffrey foi fantástico. A sério, que patifezinho. O Jack Gleeson é um miúdo tão espetacular na vida real; todos os miúdos são fantásticos, mas o Jack em particular por ser um tipo tão simpático na vida real e um patife daquela dimensão no ecrã.

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