Uma jornada épica

Tal como referi há uns posts atrás, o Making Game of Thrones tem uma nova responsável, que tem escrito textos bastante interessantes. O último é, de um modo geral, sobre as maravilhas de fazer parte da produção da série e sobre as coisas que se veem. Gostei muito de ler, aqui fica a tradução:


Uma das melhores coisas por trabalhar numa série como Game of Thrones é estar rodeado por coisas lindas na maior parte do tempo. As roupas são deslumbrantes, os cenários são tão detalhados que se consegue sempre encontrar uma nova faceta quando olhamos com atenção, e mesmo as armaduras e as armas têm um acabamento bonito. O elenco também não é nada mau de se ver! Porém, em alguns dias, a coisa mais bonita é a paisagem nos rodeia.

Por necessidade, os locais em que gravamos tendem a ser remotos - não ficaria bem uma retirada dos portões de Harrenhall e vermos que o pátio está construído num parque de estacionamento de uma Pizza Hut. Também é complicado misturar com o enredo o som medieval autêntico de um Boeing 777 a chegar de Newark. As nossas equipas de som e gravação são excecionais (e vamos conhecê-las mais tarde), mas isso seria pedir demais.

Só chegar a estes sítios distantes pode ser um desafio. Estradas minúsculas e camiões enormes nem sempre são a melhor combinação, e somos certamente culpados por causar os nossos próprios mini-engarrafamentos à medida que a equipa abre caminho por estradas utilizadas principalmente por tratores e ovelhas. Por vezes, não há sinal para os telemóveis ou para o email, ou a loja mais próxima está a algumas milhas de distância. A equipa arrasta os equipamentos por caminhos que os camiões não alcançam e levam cabos dos geradores para as praias, cabanas e mesmo para falésias.

Mesmo assim, não tenho a certeza de existirem melhores formas de ver a Irlanda do Norte do que gravar esta série. Temos acesso a locais que não se visitam no dia-a-dia. Vemos algumas das melhores vistas de uma forma única e, mesmo nas viagens mais longas, veem-se paisagens espetaculares que fazem tudo valer a pena.

Só nesta temporada, temos andado para cima e para baixo na costa norte de Antrim e nalguns cantos do país. Distrai gravar a apenas algumas milhas da mundialmente famosa Calçada dos Gigantes e em enseadas minúsculas, tão surpreendentemente belas. Temos filmado em falésias e praias, tomado conta de terrenos de mansões, grutas e mesmo antigas pedreiras. No que outrora foram campos ondulantes vazios, agora existem castelos e campos de batalha. Clareiras de bosques transformam-se em acampamentos cheios de carroças e cavalos. Um bosque sagrado está mesmo ao virar de um caminho sujo como quem vai para sul da cidade. É tudo incrível de se ver.

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