"Game of Thrones" em Londres ou uma experiência surreal...

Hoje temos uma participação muito especial aqui no blogue. A Sandra esteve presente na sessão especial que a BAFTA organizou em Londres, onde foram transmitidos os 2 primeiros episódios da série, seguido de um Q&A a actores e uma das pessoas envolvidas na produção. Pedi-lhe para partilhar connosco essa experiência e por isso aqui está! Muito obrigada, Sandra :)


Na passada sexta-feira, dia 15, tive uma experiência que será com certeza única na minha normal e rotineira existência de comum mortal…

Como será fácil perceber pelo simples facto deste texto estar aqui publicado, sou fã da série de livros “As Crónicas do Gelo e do Fogo” e – como todos os fãs – tenho acompanhado atentamente a produção da série da HBO.

No dia 6 de Abril vi na Internet que no dia 15 haveria na sede da BAFTA (British Academy of Film and Television Arts) um “screening” dos dois primeiros episódios da série, numa parceria com a SKY – a cadeia televisiva que transmite a série no Reino Unido – e que haveria a possibilidade de assistir, bastando enviar um e-mail. O evento incluía ainda uma sessão de perguntas e respostas com algum do “talento criativo” por detrás da série.

Ora sucede que havia já várias semanas que eu tinha uma viagem agendada para Londres precisamente nessa data… e embora pensasse que não ia conseguir nada, lá mandei o bendito e-mail. Passadas umas horas, recebo a resposta a dizer que o meu nome estava na lista de convidados!!! ALEGRIA!!!

Portanto, eu já estava feliz da vida com a perspectiva de ir assistir a, não um, mas DOIS, episódios da série, ainda por cima num ecrã de cinema e na sede da BAFTA!!!

Mas como eu sou uma fulana cheia de sorte, eis que no dia 13 recebo novo e-mail a informar-me que iam estar presentes Sean Bean (Eddard Stark), Mark Addy (Robert Baratheon) e Harry Lloyd (Viserys Targaryen). Escusado será dizer que o meu estado de alegria foi multiplicado à enésima potência!!!

Passando ao que interessa: no dia e hora marcados lá estava eu!

Fui das primeiras pessoas a entrar na sala e consegui um lugar bem no centro – as filas mais à frente estavam todas reservadas para os convidados da Sky e membros da Academia.
Passados uns minutos, senta-se uma senhora no lugar à minha frente e verifico que se trata de Gemma Jackson, a “production designer” da série, que já tinha visto nalguns vídeos promocionais e uns lugares mais ao lado vejo Alfie Allen (Theon Greyjoy). Ao lado dele estava um senhor muito louro, alto e magro, que me pareceu familiar (já vos digo quem era…)

Feita uma breve apresentação por um representante da Sky, começa o primeiro episódio. Embora já tivesse visto os primeiros 15 minutos, não tinha visto o genérico que me deixou absolutamente sem respiração.

Não me vou alongar sobre o conteúdo dos episódios. Digo apenas que o segundo termina no capítulo 16 (Eddard). Há algumas alterações, a meu ver perfeitamente aceitáveis e compreensíveis, mas acredito que alguns puristas fiquem menos satisfeitos.


Terminada a projecção, acendem-se as luzes da sala. Olho para a minha esquerda e vejo Mark Addy em pé na escada lateral a conversar com Harry Lloyd. Nesse momento, olho um pouco para cima e vejo Sean Bean a descer a escada – peguei na mão da minha amiga com tanta força que acho que a deixei com lesões para o resto da vida! “Olha o Sean Bean! Ele está mesmo ali!”
Reparo entretanto que o tal senhor louro que me parecia familiar não era outro senão Joseph Mawle (Benjen Stark). Não o tinha reconhecido porque na série ele aparece muito diferente.

Isso foi a primeira coisa que me surpreendeu. Tinha acabado de ver aquelas pessoas no ecrã, com cabelos e barbas e roupas estranhas e agora estavam ali à minha frente, todos com um ar normalíssimo, de calças de ganga e sapatos confortáveis, completamente despretensiosos – posso dizer que o Sean Bean tinha um casaco na mão e o pousou no chão, ao lado da cadeira onde se sentou.

Foram então para o palco Sean Bean, Mark Addy, Harry Lloyd, Gemma Jackson e um outro senhor, cujo nome não percebi, mas que foi o entrevistador.

Não foi dito nada de novo: as perguntas do costume, sobre a fidelidade da adaptação do texto de George R.R. Martin, o trabalho com os actores mais novos e com os animais, etc.

O Mark Addy falou bastante, foi muito simpático e parece em pessoa ter metade do volume do que no ecrã.

O Harry Lloyd tem um ar normalíssimo, foi muito engraçado a contar como um fã russo se lhe tinha dirigido em Malta. A sua imitação de um russo a falar inglês foi hilariante. “You, Viserys, I know the books very well, let me know if you need help”.

O Sean Bean é alto e magro, o cabelo e a barba muito claros. A voz é igualzinha à que ouvimos no ecrã, profunda e com um ligeiro e muito sensual sotaque do Norte de Inglaterra (quem me conhece sabe que isto é um pormenor muito importante)…


A meio da conversa ouve-se um telemóvel. De quem era? Do Sean Bean, que imediatamente deita a mão ao bolso das jeans e larga um “Oh, shit! I’m really sorry” que pôs toda a gente na sala a rir.

Uma pessoa da audiência perguntou a Harry Lloyd se não tivesse aquele papel, qual gostaria, ao que ele respondeu que estava muito contente com aquela personagem, mas que a ter de escolher seria uma que lhe fosse impossível de interpretar, por limitações físicas, como Khal Drogo ou, provavelmente, Tyrion, que – segundo ele – tem o melhor texto da série.

A sessão de perguntas e respostas foi relativamente curta, uns 15 minutos e quando terminou fomos imediatamente encaminhados para a saída, pelo que o meu novo exemplar do livro ficou por autografar (tinha secretamente desejado que nos pudéssemos aproximar, mas não foi possível).

Para mim foi tudo muito irreal, a situação de estar a tão curta distância de pessoas que já vi tantas vezes num ecrã, vê-las de tão perto, ouvi-las falar, rir…

Foi uma experiência única e que tenho todo o prazer em partilhar com os leitores deste blog e, em particular, com a Célia, que o gere e que foi a pessoa que me deu a conhecer os livros.

Sandra a.k.a. Xanoquita

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8 Responses so far.

  1. Obrigada eu por teres publicado o meu texto!

    É bom partilhar com quem entende e dá valor à experiência.

    Beijinhos!
    Sandra a.k.a. Xanoquita

  2. Ate roi as unhas a ler este relato.
    Caramba que fiquei com uma pontinha(ona) de inveja!
    O que eu gostava de la ter estado...e contigo of course :DDD

  3. Tierri says:

    Pelo teu entusiasmo na crónica (e ontem ao telefone) dá para ver que a experiência foi fabulástica. Entretanto já vi o 1º episódio e entendo o que queres dizer quando falas do genérico. E já agora agradeço-te a ti que foi quem me recomendou os livros...

  4. De nada, amigo! As coisas boas sabem melhor partilhadas :)

  5. Oh meu deus que sortuda!!! Fiquei com alguma inveja :P De facto deve ter sido uma experiência fantástica, principalmente porque estas coisas normalmente estão reservadas para o público estrangeiro, e nunca pensamos conseguir ter a hipótese de participar! Parabéns e obrigada por teres partilhado.

  6. É exactamente isso, Cat, foi uma experiência única!!

  7. Estar na mesma sala que o Sean Bean e ouvi-lo falar... *suspira*

    Foi uma pena não teres conseguido chegar mais perto ou pedir autógrafos, mas a noite parece ainda assim ter sido fantástica. :D Deve ser realmente surreal ver e falar com pessoas que por vezes parecem tão inatingíveis e cujo trabalho adoramos e admiramos.

    Já agora...
    parece em pessoa ter metade do volume do que no ecrã.
    o que eu me ri nesta parte! XD

  8. WhiteLady: foi muito estranho. Penso nisso agora e é como se tivesse sonhado ou imaginado.

    Ouvir o Sean Bean a dizer "oh shit!" foi a melhor parte, juro-te!!! Ele repetiu aquilo umas quantas vezes, sempre a rir-se e a pedir desculpa :)

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