Ponto de situação

Depois de tanto tempo sem atualizações, urge fazer um ponto de situação em relação a este blogue.
Infelizmente, circunstâncias da minha vida pessoal tiraram-me o gozo e a vontade de continuar a mantê-lo atualizado como merece. Por esse motivo, vai continuar em stand-by até ver.
Mas deixo um obrigado a todos os que o visitaram até agora e gostaram do que viram.

Até um dia destes!

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Episódio 2x09 - Blackwater

E chegou finalmente o tão aguardado episódio, escrito por George R.R. Martin, que prometia cenas de batalha a uma escala raramente vista em televisão e, por assim dizer, o culminar de toda a tensão que tinha vindo a construir-se à volta da posse do Trono de Ferro.

Todo este episódio se passa em King's Landing e lida, precisamente, com a tentativa de Stannis Baratheon conquistar o Trono que está convencido ser seu por direito.

Numa primeira fase do episódio, temos oportunidade de ver os principais intervenientes da batalha que se avizinha: por um lado, Stannis, Davos e o resto da sua força rumam a King's Landing na sua vasta frota de navios (onde estava Salladhor Saan? Pena não o termos visto de novo); por outro, Tyrion aproveita aqueles que podem ser os seus últimos momentos na companhia de Shae, enquanto Cersei recebe de Maester Pycelle uma poção que poderá ser utilizada em momentos de maior desespero. Num bordel, Bronn diverte-se com uma prostituta, quando Sandor Clegane chega e com o seu estado de espírito soturno acaba por entrar numa troca de palavras que azeda e só é esquecida quando se ouvem os sinos da cidade a avisar que se avizinham inimigos. Gostei muito desta cena, não só porque adoro a forma como a personagem Bronn está a passar para o pequeno ecrã - nunca me chamou muito a atenção nos livros - mas também porque penso que a cena foi bem escrita e os atores estiveram muito bem.

Outro personagem que ganhou muito com a série foi Varys, como já aqui antes disse. Neste episódio, vimos um lado mais soft do eunuco, e ficou a promessa de conhecermos mais da sua história no futuro. Apesar de já a saber, fico muito curiosa por ver como a vão desenvolver.


Na sala do Trono, Joffrey prepara-se para "ir para a batalha". Sansa consegue, muito subtilmente, trazer ao de cima a gabarolice e cobardia de Joffrey, fazendo-se de parva. Aproveito aqui para elogiar o trabalho da jovem atriz no papel, Sophie Turner, que tem estado excelente e muito convincente.

Já nas muralhas, mais uma cena fantástica com a participação de Tyrion, Joffrey, Sandor e Lancel, que incluiu uma conversa entre o Rei e a Mão, via Lancel e Sandor, e algumas tiradas memoráveis de Tyrion, para não variar :D

Dentro dos barcos de Stannis, estranha-se um pouco não haver barcos inimigos à vista, até que surge uma embarcação que, aparentemente, não tem tripulantes. Com as ordens de Tyrion, Bronn envia uma seta em chamas para esse barco, que está cheio de wildfire, provocando assim uma explosão verde espetacular que destrói boa parte dos navios da frota de Stannis, incluindo aquele onde viajavam Davos e o seu filhos Matthos. O navio de Stannis suporta o ataque e o pretendente ao Trono ordena que os restantes navios atraquem na costa e ataquem as muralhas. Quão fantásticos foram os efeitos especiais empregues para mostrar esta explosão? Muito bom.


Entretanto, Cersei está acompanhada por uma série de mulheres, incluindo Sansa, num abrigo, e já com bastante vinho ingerido, mostra-se bastante azeda com a jovem, prevendo o que acontecerá caso a cidade seja tomada de assalto e recordando o seu passado. Esta Cersei continua bastante diferente do que eu idealizei quando li os livros, tanto a nível físico como a nível psicológico, mas, de de uma forma estranha, sinto que funciona na série. Lena Headey tem estado soberba nesta segunda temporada.

À medida que os homens de Stannis se aproximam, Joffrey começa a demonstrar a sua cobardia enquanto Tyrion dá ordens para que se organize a defesa. Sandor Clegane fica no centro do combate até que um homem em chamas o recorda do seu passado traumático e decide abandonar a batalha. O seu "Fuck the Kingsguard. Fuck the city. Fuck the king." quando fala com Tyrion fica como um marco do desencanto desta personagem com as lutas pelo poder e dos seus próprios dilemas pessoais.

Entretanto, Cersei mandou Lancel ir buscar Joffrey e este, como seria de esperar, foge com o rabo entre as pernas. Tyrion vê-se, assim, obrigado a assumir a liderança da defesa e tem um discurso memorável para os seus homens. Quando pensávamos que Peter Dinklage e a sua personagem já não nos poderiam surpreender mais pela positiva, aparece uma cena destas.

Lancel diz a Cersei que a batalha está perdida e esta sai disparada com o seu filho Tommen pela mão, enquanto Sansa foge para os seus aposentos. Lá encontra Sandor, que sugere que vai rumar a Norte e que poderá levá-la e mantê-la a salvo. Sansa acaba por não aceitar e Sandor sai do quarto dela. Os fãs do improvável par (o/) terão sentido falta de algumas coisas nesta cena - eu confesso que fiquei um pouquinho desiludida com esta que foi uma das minhas partes preferidas no segundo livro original.


Com o surgimento de mais homens de Stannis, Tyrion vê-se obrigado a entrar no centro da batalha e só a intervenção do seu escudeiro, Podrick Payne, evita que um homem da Guarda Real, mate Tyrion depois de lhe ter acertado no rosto com a espada. Ainda assim, Tyrion fica muito combalido.

Para terminar este episódio, Cersei está sentada no Trono de Ferro com o seu filho Tommen, contando-lhe uma fábula sobre leões, veados e lobos, enquanto ao mesmo tempo que pelos olhos de Tyrion vemos que à batalha chegam Lannisters com uma grande força, que conseguem rechaçar os homens de Stannis. Tyrion perde os sentidos e Cersei prepara-se para dar ao filho a poção que Pycelle lhe deu, quando na sala do Trono entra o seu pai acompanhado pelo misterioso cavaleiro na armadura de Renly, que é na verdade Loras Tyrell. Tywin comunica à filha que a batalha terminou e que os Lannisters venceram. E o episódio termina ao som da fantástica interpretação dos The National da música "The Rains of Castamere" - uma música que, para quem não sabe, conta a história de uma das mais famosas vitórias em batalha de Tywin Lannister.

E pronto, assistimos àquele que foi, para mim, o melhor episódio desta temporada: cheio de boas cenas, boas interpretações, bons diálogos, boa realização e, acima de tudo, um episódio cheio de acção, focado, coeso e cativante. Não se pode pedir mais. Fica a fasquia muito alta para o último episódio, que vai hoje para o ar.

9,5/10

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Novidades para os castings da terceira temporada

Depois de muita especulação, a EW publicou um artigo que desvenda várias personagens que irão entrar na terceira temporada da série. Para algumas delas, os fãs já tinham começado a pensar que tinham sido preteridas, portanto agora têm direito a boas notícias. Aqui está então a lista:

Mance Rayder: nome bastante ouvido ao longo da segunda temporada, trata-se de um antigo membro da Patrulha da Noite que se tornou "Rei para lá da Muralha", líder dos Selvagens.

Daario Naharis: Um guerreiro confiante e sedutor.

Jojen Reed; Meera Reed: Irmãos adolescentes com conhecimentos especiais.

Edmure Tully: um imprudente jovem membro da família Tully (irmão de Catelyn Stark)

- Ser Brynden Tully (The Blackfish): tio de Catelyn Stark. 

Lady Selyse Florent: esposa de Stannis Baratheon. 

Shireen: filha de Stannis. 

Olenna Redwyne (A Rainha dos Espinhos): a inteligente Avó de Margaery Tyrell

Beric Dondarrion: Um guerreiro hábil que é líder de um grupo de foras-da-lei chamado Brotherhood Without Banners. 

Thoros of Myr: Um padre vermelho que segue a mesma religião que Melisandre. 

Tormund Giantsbane: Um assaltante selvagem.

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Kit Harington e Richard Madden na Esquire Mexico

Os dois atores foram alvo de um artigo na revista Esquire Mexico deste mês. Aqui ficam os scans, vistos aqui.










Nikolaj Coster-Waldau no Jimmy Kimmel

Na semana passada, o ator que desempenha o papel de Jaime Lannister em Game of Thrones esteve presente no talk-show Jimmy Kimmel, falando sobre experiências estranhas na sua juventude (LOL) e também um pouco sobre a série. Aqui fica a entrevista em duas partes:


Promoção de "Blackwater"

O nono episódio da segunda temporada, o tal que foi escrito por George R.R. Martin e que consumiu boa parte do orçamento pelas suas cenas de batalha, vai para o ar já hoje à noite na HBO, que não se tem poupado a esforços para o promover. Por isso, para além da habitual preview (1.º vídeo), tivemos direito a mais dois vídeos promocionais:




Para além disto, tivemos também direito a um poster especial:

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Episódio 2x08 - The Prince of Winterfell

O novo príncipe de Winterfell, Theon Greyjoy, recebe a irmã Yara e os seus homens, que condena o facto de Theon ter morto os os rapazes Stark pela valia estratégica que ambos tinham e se recusa a dar-lhe mais homens para defender Winterfell. Quando fica sozinha com ele, Yara recorda momentos da infância de ambos e mostra que se preocupa com o irmão e com o seu destino. De um modo geral, não tenho gostado muito da forma como esta personagem tem passado para o ecrã pela sua constante atitude pretensiosa, mas aqui vimos pela primeira vez o seu lado mais afável e isso agradou-me. Espero que continuem a apostar nesta vertente da Yara.


Para lá da Muralha, o grupo que capturou Jon encontra-se com outro grupo de selvagens, liderado pelo Senhor dos Ossos (excelente caracterização) que está com bastante vontade de acabar com a vida de Jon. Ygritte acaba por convencê-lo da valia do prisioneiro e assim Jon continua vivo. Qhorin também se encontra cativo do grupo e informa Jon que os seus companheiros pereceram. Mais tarde, quando se encontram em marcha, Qhorin consegue informar Jon que o exército de Mance se encontra a caminho da Muralha e que seria importante ter um homem infiltrado entre eles, mas dá a entender ao grupo que os guarda que pensa que Jon traiu a Patrulha por Ygritte e empurra-o por uma encosta. Os restantes homens da Patrulha, que se encontram no Punho dos Primeiros Homens continuam a lidar com o frio extremo e quando cavam o solo encontram um embrulho dentro de uma capa de um homem da Patrulha da Noite que contém pontas de setas feitas de dragonglass, espadas e outro material. Nada de muito entusiasmante a acontecer nesta parte da história, portanto.

Robb Stark regressa do Crag com Talisa e os dois falam sobre o iminente casamento de Robb com uma Frey e sobre Ned Stark. Foi bom ver que recuperaram a mítica frase de Ned em resposta à pergunta "How can a man be brave if he is afraid?" - "That's the only time a man can be brave". Os dois são interrompidos pela notícia que Jaime Lannister fugiu da sua prisão e Robb não demora a descobrir que foi a sua mãe que o libertou para tentar recuperar as filhas. Robb fica fulo e ordena que ela fique sob vigilância constantemente. Recordo aqui que, nos livros, Catelyn permite que Jaime parta depois de saber do que se passou em Winterfell com Bran e Rickon e isso, sinceramente, parece-me dar mais consistência e suporte a uma decisão deste tipo, com tanto impacto nas ambições e objetivos do seu filho Robb. 


Entretanto, percebemos que Jaime está a ser escoltado por Brienne até King's Landing. Jaime continua com o seu estilo mordaz e irónico, provocando Brienne com os seus comentários, mas esta parece imune às provocações. Gostei bastante desta cena e acho que só faltou mesmo o "wench", nome que Jaime adora dar a Brienne nos livros.

Ainda no acampamento de Robb, este fala com Roose Bolton e ordena que o Ramsay Bolton, o seu bastardo, ataque Winterfell e não seja misericordioso com Theon. Depois de Bolton sair, entra Talisa e começa uma longa (mas mesmo LONGA) cena na qual ela fala mais sobre o seu passado e os motivos que a levaram a tornar-se curandeira quando pertencia a uma família nobre de Volantis. E, como se conseguia ver a milhas de distância, os dois acabam por se envolver intimamente. Eu percebo que Robb Stark se tornou uma das personagens centrais da série por vários motivos (incluindo a carinha laroca de Richard Madden) e que esta componente "romance" tem potencial de cativar espetadores, mas era mesmo necessário transformar isto numa coisa tão cliché e previsível? Sinceramente, não gostei.

Em Harrenhal, Tywin fala com o seu irmão Kevan sobre as possibilidades de atacar Robb Stark e decidi partir, deixando o castelo a cargo de Gregor Clegane. Arya apressa-se a ir procurar Jaqen e este sugere que Arya diga o terceiro nome para que a dívida fique paga, e esta refere o próprio nome de Jaqen. Arya só aceita retirar o nome se Jaqen a ajudar e aos amigos a fugir de Harrenhal; ao cair da noite, e com vários guardas mortos, Arya, Gendry e Hot Pie conseguem fugir de Harrenhal. 

Em King's Landing, Tyrion está imerso em livros e pergaminhos na companhia de Bronn, que se recusa a vestir o manto dourado da Guarda da Cidade porque o acha pouco prático em contexto de luta. Tyrion tenta planear a defesa da cidade perante o ataque iminente de Stannis, mas Bronn duvida que os livros sejam de grande utilidade. Varys chega e informa que desde que Bronn comanda a Guarda, os roubos diminuíram consideravelmente, e Bronn dá a entender que foram mortos para que quando começasse o cerco à cidade não houvesse problemas com a comida. Bronn é uma das melhores personagens secundárias, ou quê? Adoro todas as cenas em que ele entra.

Mais tarde, Tyrion e Cersei tomam uma refeição juntos e a irmã comunica-lhe que decidiu vingar-se de Tyrion ter enviado Myrcella para Dorne, raptando a sua prostituta, a quem Tyrion ofereceu um colar dos Lannister. Quando a prostituta é trazida à presença de ambos, Tyrion percebe que, em vez de Shae, Cersei raptou Ros, e ameaça Tyrion caso Joffrey não fique a salvo. Depois disso, Tyrion dirige-se desesperado aos aposentos onde Shae se encontra e os dois trocam juras de amor.


No dia seguinte, Joffrey demonstra estar completamente a leste do perigo que se aproxima e diz a Tyrion e Varys que como o tio Stannis não sorri muito, pretende dar-lhe um sorriso com o seu punhal. Quando Tyrion e Varys ficam sozinhos, gozam com Joffrey e depois conversam sobre a posição que Tyrion ocupa como Mão, de estar a gostar do cargo e de ter aptidão para tal. Já disse que adoro Conleth Hill no papel de Varys? Simplesmente per-feito.

Em Qarth, Jorah tenta convencer Dany a partir num barco que ele conseguiu arranjar, mas Dany recusa-se a deixar os seus dragões para trás. Perante o juramente de a proteger, Jorah acaba por aceitar a determinação de Dany em ir à Casa dos Imortais.

A bordo do barco de Stannis, este comunica a Davos que se o vento continuar a favor deverão chegar a King's Landing dentro de um dia. Stannis demonstra a sua admiração pela tenacidade de Davos ao ter adotado a cebola como símbolo da sua casa. Depois de discutirem um pouco o passado, Stannis recompensa a lealdade de Davos prometendo-lhe que este será Mão quando Stannis se sentar no Trono de Ferro.

Para terminar, em Winterfell, percebemos que os corpos queimados de crianças que vimos pendurados no pátio afinal não eram de Bran e Rickon, mas filhos de um agricultor vizinho. Na verdade, Bran, Rickon, Osha, Hodor e os lobos estiveram todo aquele tempo escondidos nas criptas de Winterfell, esperando que fosse o último local onde seriam procurados.

Sinceramente, achei este o episódio mais fraco da temporada até agora. Penso que tentaram fazer um pouco de "calmaria antes do caos", mas achei que foi demasiado morno, pouco dinâmico e com poucas cenas que realmente me cativaram. Aguardemos pelo próximo episódio, Blackwater, que promete ser excelente.

6/10


Imagens retiradas de Wicnet

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Lançamento da Sky Atlantic HD em Hamburgo

A Sky Atlantic, que transmite Game of Thrones no Reino Unido, promoveu ontem uma festa de lançamento da Sky Atlantic HD em Hamburgo, na qual estiveram presentes Emilia Clarke, Michelle Fairley e Tom Wlaschiha. Aqui ficam algumas fotos:





Banda sonora oficial para a segunda temporada


A partir de 19 de Junho, estará disponível a banda sonora da segunda temporada de Game of Thrones, outra vez da autoria de Ramin Djawadi e com uma participação especial dos The National na música "The Rains of Castamere" (podem ouvir esta música aqui). Eis a lista completa das músicas que compõem a banda sonora:

1. Main Title (1:46)
2. The Throne Is Mine (3:15)
3. What Is Dead May Never Die (2:06)
4. Warrior Of Light (3:03)
5. Valar Morghulis (2:59)
6. Winterfell (2:42)
7. Qarth (2:11)
8. Wildfire (3:39)
9. I Am Hers, She Is Mine (2:17)
10. Pyat Pree (2:12)
11. Don’t Die With A Clean Sword (3:22)
12. We Are The Watchers On The Wall (2:37)
13. Pay The Iron Price (2:32)
14. One More Drink Before The War (2:05)
15. House Of The Undying (5:02)
16. Stand And Fight (2:04)
17. The Old Gods And The New (2:38)
18. Mother Of Dragons (2:34)
19. I Will Keep You Safe (2:17)
20. The Rains Of Castamere† Performed by The National (2:23)
21. Three Blasts (2:40)


Fonte: ONTD

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Episódio 2x07 - A Man Without Honor

Começamos este episódio em Winterfell, com Theon a acordar e a perceber que Osha já não o acompanha. Quando sai para o exterior, percebe que um dos seus guardas foi morto e que os rapazes Stark fugiram. Rapidamente se junta um grupo para os perseguir, comandado por Theon e acompanhado por cães. A alguma distância dali, Bran, Rickon, Hodor, Osha e os lobos Summer e Shaggydog vagueiam juntos e Osha lamenta-se por não terem levado mais comida e o grupo hesita entre pedir ou não ajuda numa quinta vizinha. E finalmente o Rickon teve falas!


Para lá da Muralha, Jon e Ygritte acordam da noite gelada e continuam o seu caminho, apesar de Jon aparentar estar um pouco perdido e não saber por onde deve seguir para encontrar o seu grupo. Este episódio teve 2 ou 3 cenas entre os dois e, muito sinceramente, todas me pareceram iguais. Ou seja, a Ygritte constantemente a provocá-lo com insinuações (ou mesmo diretas) sexuais, Jon a sentir-se incomodado com isso, e também algum diálogo sobre o Povo Livre/Selvagens. Com tanta conversa, às tantas Jon acaba por distrair-se, deixa Ygritte fugir e depressa se vê rodeado por outros selvagens. Neste episódio, deu para ver que este Jon Snow afinal sempre tem mais que uma expressão e foi mesmo possível vislumbrar dois meios-sorrisos. Mas mesmo assim sabe-me a pouco. Quanto à Ygritte, acho que a atriz está a ter um bom desempenho, apesar de a personagem me parecer mais metediça e provocadora do que a do livro - o que até acaba por ser positivo, tendo em conta o enfado que tenho sentido com esta parte da história em particular. Mas digo desde já que nunca simpatizei muito com a personagem nos livros e isso pode afetar, de certo modo, a forma como encaro a sua participação na série.

Por outro lado, em Harrenhal têm estado as melhores cenas desta segunda temporada, na minha opinião. Já disse antes e volto a dizer: é uma verdadeira delícia assistir aos diálogos entre Charles Dance e Maisie Williams, uma alteração muito bem-vinda em relação ao que acontece nos livros. Bons diálogos e, acima de tudo, excelentes interpretações. Neste episódio, os dois falam, entre outras coisas, sobre a guerra que está a decorrer, a Guerra dos Cinco Reis, mas também sobre histórias de Harrenhal e do passado, com Arya a demonstrar grande conhecimento sobre a história de Westeros. Afinal não é assim tão difícil contextualizar este mundo inventado sem recorrer ao sexo, e ainda mais: com cenas interessantes, bem escritas e bem representadas. Ah, e agora é óbvio que Tywin sabe que Arya não é quem diz ser e que a sua origem é mais nobre do que ela quer dar a entender. Vamos ver onde termina este perigoso jogo...
No início desta cena, tivemos também um vislumbre do "novo" Gregor Clegane, a Montanha, que incluiu algumas falas. Para ser curta e grossa, não gostei. Apesar de ser muito alto, o ator não me inspira a mesma sensação de "medo" que Conan Stevens e a voz fez-me lembrar os piores momentos do Batman.

Em King's Landing, Sansa encontra-se num corredor com Sandor Clegane e os dois trocam algumas palavras. Sansa agradece a Sandor por a ter salvo e este não se poupa a sarcasmos na sua presença. Acho que já tinha dito por aqui que o Hound é uma das minhas três personagens preferidas do livro, a seguir ao Jon e ao Jaime. Apesar de achar que os seus diálogos e personalidade são fiéis aos do livro e que o ator está a fazer um bom trabalho, há ali qualquer coisa que para mim não bate certo e que não consigo identificar em concreto. Este Hound não é o "meu" Hound, mas fico curiosa por ver como vão ser as cenas que se avizinham.

Mais tarde, Sansa está a ter um pesadelo, acorda, e percebe que a menstruação lhe apareceu pela primeira vez, o que significa que agora está pronta para poder casar com Joffrey. Apesar das tentativas de esconder o facto, com a ajuda de Shae, Sandor descobre o que aconteceu e passa a informação a Cersei, que aproveita para falar com Sansa sobre o facto de se ter tornado mulher, acrescentando que Joffrey sempre foi difícil (LOL, para ser simpática) e recorda como foram os seus partos, o desprezo de Robert e o apoio de Jaime. Uma boa cena, que novamente suaviza um pouco o caráter de Cersei, como tem vindo a ser hábito na série televisiva.



Em Qarth, Xaro considera que foi um dos Treze que roubou os dragões de Dany, mas descarta-se das culpas e insiste que irão recuperá-los. Entretanto, Jorah regressa da sua busca por barcos apoquentado pelo roubo dos dragões. Dany culpa-se por ter trazido o seu povo para o covil do lobo e Jorah culpa-se por a ter deixado, permitindo que os dragões desaparecessem. Dany sente-se sozinha e acha que não pode confiar em ninguém. Quando Jorah se aproxima de Dany, esta refere o facto de ele se estar a tornar demasiado familiar e pede-lhe que a ajude a encontrar os dragões, se quiser ajudar. Jorah: um bom exemplo de uma personagem que me parece bem mais interessante na série do que nos livros - e juro que não tem nada a ver com a camisa amarela (ok, se calhar um bocadinho :D)

Mais tarde, Jorah fala de novo com a mulher mascarada, Quaithe, que parece saber dos sentimentos de Jorah por Dany, que a traiu antes, e que o ladrão dos dragões está Dany naquele preciso momento. E Dany está na presença do Conselho dos Treze de Qarth, e aí Pyat Pree diz a Dany que ela deverá ir à Casa dos Imortais, onde ele os escondeu. É então revelado que o esquema estava montado desde que Dany chegou a Qarth e que Pyat contou com a ajuda de Xaro para levar a cabo a tarefa. Então, cada um dos criados dos Treze se aproximam deles e cortam-lhes as gargantas - para surpresa de Dany, todos eles têm o rosto de Pyat Pree. Dany e Kovarro fogem, encontram Jorah e mais um clone de Pyat, que não conseguem matar. Os três acabam por conseguir fugir. Tudo isto não acontece no livro, mas confesso que achei os desenvolvimentos interessantes e acabou por confirmar uma das teorias que tinha para o roubo dos dragões, o de servir de pretexto para Dany ir à Casa dos Imortais.

Mas é no acampamento de Robb que decorrem os acontecimentos que dão o nome a este episódio. Depois do regresso de Alton Lannister com a (não) resposta de Cersei às exigências de Robb, este é colocado na cela de Jaime. Entretanto, Talisa dirige-se a Robb para lhe pedir que na visita a Crag peça ao Maester local algum material para poder trabalhar. Robb acaba por convencê-la a ir com ele. Na cela de Jaime (que não víamos desde o primeiro episódio, infelizmente), este conversa com o seu parente sobre o passado e Alton revela o quanto admira Jaime, e o próprio Jaime acaba por recordar o quanto admirava Barristan Selmy. Quando a fuga da cela é referida, Jaime diz a Alton que a solução é a morte deste e acaba por matá-lo. Quando o seu guarda, Torrhen Karstark, chega, Jaime enforca-o com as suas correntes e rouba as chaves das suas algemas. Mas não vai longe... no dia seguinte, de manhã, Catelyn ouve um tumulto e percebe que apanharam o Regicida quando este tentava fugir. O pai Karstark deseja vingança pela morte do filho e é com muito custo que Catelyn consegue impedir que Jaime seja mesmo ali morto, apesar de também não lhe faltar vontade que isso aconteça. Entretanto, Jaime continua com as suas tiradas sarcásticas, já imagem de marca desta personagem. Mais tarde, Catelyn e Brienne visitam-no na cela e Jaime fala sobre a ambiguidade dos seus votos, sobre o Rei Aerys, que assassinou e provoca Catelyn com o bastardo de Ned. A cena termina com Catelyn a pedir uma espada a Brienne. 
Gostei bastante das cenas de Jaime, porque penso que foram, acima de tudo, boas para definir melhor a ambiguidade moral do seu caráter e o que define a sua personalidade. Bons diálogos e excelente desempenho de Nikolaj Coster-Waldau.



Ainda em King's Landing, Tyrion dá um ar da sua graça neste episódio, num diálogo com a irmã, que é particularmente útil para vermos a falta de proximidade entre os dois, apesar da admissão às clara do incesto por parte de Cersei.

O episódio termina em Winterfell, com Theon a mostrar no pátio de Winterfell dois corpos queimados e desfigurados de crianças, que os presentes acreditam ser de Bran e Rickon.

Mais um bom episódio, que não considerei tão interessante como o anterior mas que mesmo assim abre boas perspetivas para o que se avizinha.

8/10

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Conferência de imprensa (14 de Maio)

Alguns dos principais atores da série deram uma conferência de imprensa em Londres, no passado dia 14. Aqui ficam algumas fotos:

Michelle Fairley

Lena Headey

Emilia Clarke

Kit Harington

Richard Madden

Lena Headey, Kit Harington e Emilia Clarke

Fonte: Fanpop

Episódio 2x06 - The Old Gods and the New

E finalmente chegou um episódio que me deixou agarrada ao sofá e a pedir por mais! Não que os anteriores tenham sido maus, mas de facto já estava a começar a achar demasiados defeitos em várias coisas e a sentir-me desiludida com alguns rumos que a série estava a tomar. Mas vamos recapitular primeiro.



O episódio começa em Winterfell, com Maester Luwin a enviar uma mensagem urgente via corvo, ao mesmo tempo que percebemos que algo de grave se passa no castelo. Depressa percebemos que Theon Greyjoy lá chegou e quer reclamar Winterfell para si próprio. Em conversa com Bran, tenta que este se renda e após a resistência inicial Bran acaba por ceder perante a promessa de manter a salvo o seu povo. No pátio do castelo, Ser Rodrik Cassel é trazido como prisioneiro, que se mostra muito incomodado com a traição de Theon e provoca-o antes de lhe cuspir em cima. Inicialmente, Theon ordena que Rodrik seja levado para uma cela, mas Dagmer avisa-o que isso não será castigo suficiente e que isso o fará fraco ao olhos dos seus homens. Theon hesita, mas no meio do desespero dos miúdos Stark (Rickon aparece outra vez, yay!) acaba mesmo por decapitar Rodrik, numa cena em que é impossível não recordar a cena da decapitação do primeiro episódio da primeira temporada, em que Ned Stark decapita um homem da Patrulha em fuga, não só porque são recordadas as palavras "The man who passes the sentence should swing the sword", mas também pelo contraste entre a "limpeza" com que os dois atos são praticados. Com as condensação e algumas alterações que esta parte da história teve em relação aos livros, tenho a dizer que gostei muito da forma como estas cenas foram feitas, pois mantiveram o espírito dos acontecimentos e foram feitas de forma emocionante e interessante. Excelente início de episódio.



A norte da Muralha, Jon viaja com Qhorin e os outros homens da Patrulha e os dois falam sobre o clima é os habitantes do norte agreste, os deveres como homens da Patrulha e as consequências de fazer parte desta "família". Mais tarde, aproximam-se de um acampamento de selvagens, atacam-nos e no fim sobre um selvagem que é agarrado por Jon e que afinal se revela uma mulher, Ygritte. Após algumas perguntas sobre os movimentos dos selvagens, Qhorin prepara-se para a matar, mas Jon oferece-se para o fazer; Qhorin pede-lhe para se juntar ao grupo quando terminar o que tem a fazer e deixa Jon sozinho com Ygritte... e ele acaba por não conseguir cumprir o seu dever, deixando Ygritte fugir. Depois de a perseguir, consegue apanhá-la, mas depois não encontra os companheiros. Com o cair do dia, vê-se obrigado a aninhar-se em Ygritte por falta de abrigo e para se protegerem do frio. A selvagem aproveita para criar alguma tensão sexual entre os dois, com a desculpa que está a tentar ficar mais confortável. Penso que a entrada de Ygritte em cena trouxe algum interesse à história de Jon, já que este continua com a mesma expressão de sempre. Esperemos por cenas dos próximos capítulos.

Em Harrenhal, Tywin Lannister reúne-se com os seus homens de confiança e repreende Amory Lorch por um erro estúpido, enquanto Arya continua a trabalhar como copeira. Pouco depois, a chegada de Littlefinger é anunciada e Arya fica assustadíssima com a perspetiva de ser reconhecida, mas não tem como fugir dali. Petyr chega e traz notícias do acampamento de Renly e do que por lá sucede, bem como observações sobre a situação atual da guerra, enquanto Arya se esforça ao máximo para não criar oportunidades de ser reconhecida - o que acaba por conseguir. Uma boa cena, que não está nos livros, e que cria no espetador uma tensão emocional que o mantém com os olhos colados no ecrã à espera que o pior aconteça. Mais tarde, Tywin entra na sala enquanto Arya limpava a mesa e observava uma missiva sobre o irmão Robb e segue-se um diálogo entre os dois, que leva a comentários subtis da parte de Arya e de revelação por parte de Tywin, não só sobre o seu pai mas também sobre a ocasião em que ensinou Jaime a ler. Antes de se retirar, Arya leva a missiva com ela e depois de a ler acaba por se encontrar com Amory Lorch, que apanha a carta e se dirige para revelar o facto a Tywin. Arya corre para Jaqen e pede-lhe que Amory seja a segunda pessoa a ser morta por ele. Apesar de concordar, Jaqen fica incomodado pelo pedido ser feito com tanta urgência... mas a verdade é que Amory Lorch cai morto no chão assim que entra na sala de Tywin. Mais algumas alterações ao que sucede nos livros, mas que pessoalmente não me fizeram impressão devido aos excelentes momentos de tensão que proporcionam. Ah, e as interações entre Charles Dance e Maisie Williams estão cada vez melhores. Soberbos!

Em King's Landing, a princesa Myrcella ruma a Dorne, e a família real junta-se no porto para a ver partir. De regresso aos aposentos reais, a multidão começa a revoltar-se contra o rei pela fome que grassa pela cidade e depressa se gera o caos. Joffrey leva com bosta na cara (ahahahah :D), irrita-se e isso provoca ainda mais revolta na população. Joffrey, Tyrion e Cersei conseguem colocar-se a salvo, e Tyrion repreende o sobrinho com mais uma bofetada e várias palavras azedas - as chapadas que Joffrey leva já começam a ser épicas. Sansa fica para trás e acaba encurrada por um grupo de homens mal intencionados que pretendem violá-la. Antes que pior aconteça, Sandor Clegane intervém, mata os homens e leva Sansa para um local seguro. Mais uma vez, cenas emocionantes, bem feitas e bem interpretadas. Gostei bastante de toda esta sequência, especialmente dos momentos em que Tyrion intervém - como tem vindo a ser hábito - mas também fiquei contente por terem começado finalmente a dar mais destaque à personagem do Sandor Clegane, uma das minhas favoritas dos livros.



Em Qarth, Dany é acompanhada por Xaro à presença do Rei das Especiarias com o objetivo de pedir a sua ajuda na disponibilização de embarcações para Dany rumar a Westeros e conquistar o Trono de Ferro. Muito pragmático, o comerciante recusa ajudar Dany por achar que ela tem poucas hipóteses de concretizar os seus intentos e por ter pouco a ganhar com isso. Mais uma boa cena - achei o Rei das Especiarias especialmente convincente no seu papel e Dany também continua à altura, apesar de a sua história nesta temporada ter menos pontos de interesse do que na temporada anterior. Quando regressa aos aposentos de Xaro, Dany percebe que houve um ataque e vários dos seus guerreiros Dothraki - e a sua criada Irri - estão mortos... e os seus dragões desapareceram. Ora, isto é uma completa novidade para os leitores da obra de Martin, já que esta situação nunca decorre. Não sou purista e não me importo com as alterações, desde que não ponham em causa o espírito dos livros e alterem significativamente o rumo dos acontecimentos. Parece-me que esta alteração é um desses casos, e julgo até que a história de Dany pode beneficiar com este acontecimento em termos de interesse.



No acampamento de Robb, este encontra novamente a curandeira, Talisa, e os dois trocam algumas palavras e outros tantos olhares significativos. Robb desconfia que Talisa é uma senhora de nascimento nobre e o rumo da conversa dos dois parece confirmar isso - o que me deixa algo baralhada sobre as conclusões que já tinha tirado sobre esta personagem. Poderá ela não ser de Volantis e estar a esconder a sua identidade por algum motivo político - como se fosse uma espiã? Ou é apenas alguém de nascimento nobre do outro lado do mar que rumou a Westeros e esconde a sua identidade por outro motivo? Teremos de esperar para ver. Entretanto, Catelyn chega ao acampamento do filho e, percebendo que Robb está encantado com Talisa, recorda-o que está prometido a uma rapariga Frey e que deverá concretizar esse casamento sob pena de consequências maiores. Mais tarde, os dois recebem notícias do que se passa em Winterfell e Robb sente-se revoltadíssimo e com vontade de partir e vingar-se de Theon. Um dos seus aliados, Roose Bolton, acaba por convencê-lo a não o fazer e sugere que o seu bastardo possa ajudar a recuperar Winterfell. Robb aceita a sugestão.

De regresso a Winterfell, Osha oferece os seus favores sexuais a Theon, que, como tem vindo a ser costume, não recusa a oportunidade. Quando Theon está a dormir, Osha sai sorrateiramente do quarto, mata um guarda de Theon e foge com Bran, Rickon, Hodor e os lobos de Winterfell.

Como disse no início do texto, adorei este episódio. Foi para mim o melhor da temporada até agora pela tensão e emoção quase constantemente presentes e que levam a quase uma hora que dura este episódio a passar num ápice. Apesar de um ou outro momento mais parado, é um episódio com bastante dinâmica, que cativa o interesse e que faz desejar por mais. Que a temporada continue a este nível!

9/10

Imagens de Wicnet

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Pré-visualização de "Inside HBO's Game of Thrones"

O Westeros dá-nos conta de um pdf que surgiu com algumas imagens do livro Inside HBO's Game of Thrones, de que já tinha falado aqui. Tem um ótimo aspeto!








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Episódio 2x05 - The Ghost of Harrenhal


No acampamento de Renly, este fala com Catelyn acerca das intenções de Robb e Renly concorda em não fazer dele um inimigo. É então que na tenda entra a sombra que Melisandre deu à luz no final do episódio anterior, apunhalando Renly nas costas, perante uma horrorizada Brienne. A sombra desaparece e enquanto Brienne se curva perante Renly, aparecem guardas que a atacam, mas são vencidos por ela. Catelyn convence Brienne que deverão fugir com o argumento que só assim conseguirá vingar a morte de Renly. Ora aqui está uma cena que julguei que fosse deixada para o final de um episódio - por ser mais uma morte de uma das personagens com algum destaque na série, mas aqui optaram por colocá-la no início, talvez para fazer a ponte com o final do quarto episódio. A cena pareceu-me bem, mas penso que poderia ter tido mais impacto. O que também me pareceu ficar um pouco aquém foi a reação de Loras, o amante de Renly, perante o acontecimento. Compreendo a necessidade de demonstrar algum recato, mas senti alguma falta de emoção na interpretação de Finn Jones. Na mesma cena, vemos como Margaery está relativamente indiferente à morte do seu marido e revela ambição de não ser apenas uma rainha, mas "a" rainha. Ora, isto afasta bastante a personagem da série da personagem dos livros, na medida em que aqui parece muito mais ambiciosa e inocente. Não sei se gosto da mudança, mas uma coisa que ainda não me conquistou foi a presença de Natalie Dormer.

Mais tarde, no mesmo acampamento, Stannis fala com Davos e este tenta contar o que viu na caverna, mas Stannis recusa-se a falar sobre o assunto. Falam antes sobre as perspetivas do ataque a King's Landing, que agora parece cada vez mais iminente, com a junção das forças que antes apoiavam Renly. Davos continua a tentar avisar Stannis contra Melisandre, e este decide que ela não participará no ataque.

Em King's Landing, Tyrion e Cersei discutem a morte de Renly e os boatos quanto ao responsável. Falam também sobre os preparativos para a iminente guerra com Stannis Baratheon e Cersei informa Tyrion que Joffrey está a tomar precauções, mas não diz ao irmão quais. Tyrion fica a saber por intermédio de Lancel que Cersei encarregou a Guilda dos Alquimistas de produzir uma arma poderosa - o wildfire - que deverá ser lançado aos barcos de Stannis. Tyrion visita o piromante Hallyne, responsável pela produção dessa arma, que lhe explica as suas capacidades, apesar das reticências de Bronn. Hallyne mostra os milhares de exemplares da substância, que foram sendo produzidos dia e noite por ordens da rainha, e Tyrion deseja que a partir daquele momento sejam produzidos para ele. Peter Dinklage em grande nestas cenas, como tem vindo a ser hábito, e gosto cada vez mais das intervenções de Bronn - uma das minhas personagens secundárias preferidas.


Nas Ilhas de Ferro, Theon prepara-se para embarcar no seu navio e tem de lidar com o desprezo e a falta de confiança dos homens que o acompanharão. Assim que a sua irmã Yara aparece a atitude muda completamente e esta aproveita para rebaixar ainda mais o irmão. Lamento, mas não gosto desta personagem. Nos livros nunca foi propriamente a minha preferida, mas aqui parece apenas uma mulher mimada, com vontade de provar que é muito melhor que o irmão e que a mim só me causa revirares de olhos. Theon acaba por ser ajudado por Dagmer, que o aconselha a tentar provar o seu valor aos homens de modo a conseguir respeito.

E neste episódio temos a Patrulha da Noite de regresso. Para começar, adorei as paisagens da Islândia, que dão às cenas um tom real que me parece absolutamente necessário para que o espetador consiga sentir a aspereza do clima em que se encontram. A Patrulha chega ao Punho dos Primeiros Homens, um local com uma história muito antiga, que Sam conhece através dos livros. Esse foi o local combinado com Qhorin Halfhand, um homem da Patrulha, que está a par dos planos de Mance Ryder, o líder dos selvagens, em rumar a sul. Qhorin considera que não deve ser feito um ataque aberto a Mance, mas antes uma surtida com poucos homens. Jon oferece-se para o acompanhar e fica decidido que irá. Vale a pena continuar a dizer o que acho da mono-expressão deste Jon Snow? Adiante.

Em Qarth, Dany observa a evolução de um dos seus dragões, que obedece a uma ordem sua, e percebe que a carne com que alimenta os animais tem de ser cozinhada. Com a ajuda das suas aias, Dany prepara-se para comparecer a uma festa de Xaro; já na festa, Dany tem de tentar controlar os homens do seu khalasar para não se apropriarem de bens valiosos, e percebe que é difícil pois foi assim que foram criados. Pyat Pree, um dos Treze, aparece na festa, faz um truque de magia e convida Dany a comparecer na Casa dos Imortais. Mais tarde, Xaro aponta a Dany que Jorah tem sentimentos por ela, algo em que Dany não consegue acreditar. Xaro oferece a sua enorme riqueza a Dany, caso ela aceite casar com ele, que lhe possibilitará os meus necessários para rumar a Westeros e ocupar o lugar de Robert Baratheon, que está morto - facto que Dany desconhecia. Quando ela revela estas intenções a Jorah, este fica desagradado com a ideia e Dany finalmente percebe que a observação de Xaro foi acertada.


Depois de fugirem, Catelyn e Brienne para a meio do caminho em direção ao acampamento de Robb. As duas falam sobre as suas intenções após lá chegarem: Catelyn deseja rumar a Winterfell para rever os seus filhos mais novos e Brienne deseja partir e vingar-se de Stannis. Depois de Catelyn a tentar dissuadir de o fazer, Brienne acha boa ideia prestar o seu juramento a Catelyn e assim o faz. E a minha boa impressão em relação a Gwendoline Christie continua: a personagem passa-me a mesma sensação de inadaptação, fragilidade e coragem que a Brienne do livro. Mal posso esperar por algumas cenas que por aí se avizinham!

Em Winterfell, Bran está novamente a receber os seus subordinados e a ouvir os seus problemas, enquanto Rickon (finalmente uma aparição!) parte nozes furiosamente. Pouco depois, Rodrik Cassel chega com a notícia que uma localidade perto está a ser atacada. Bran dá a Rodrik os homens que ele precisa para ajudar. Mais tarde, Bran fala a Osha dos seus sonhos, nomeadamente do corvo de três olhos e de ter sonhado que Winterfell ia ficar inundada. Pela reação de Osha, percebemos que os sonhos que têm algo que se lhe diga, apesar de ela tentar desdramatizar.


Finalmente, em Harrenhal: Arya serve à mesa enquanto Tywin Lannister discute com os seus aliados o estado da guerra com Robb Stark, enquanto ela ouve atentamente. Ao servir Tywin, este pergunta-lhe de onde ela é e após a primeira resposta, Tywin percebe que ela está a mentir mas não deteta a segunda mentira. Depois, pergunta-lhe o que dizem de Robb Stark no norte, ao que Arya responde que se diz que ele monta um lobo, que se pode transformar num e não pode ser morto. Quando Tywin lhe pergunta se ela acredita, Arya diz que não, que qualquer um pode morrer. Arya sai para buscar água e encontra Jaqen, vestido com as armaduras Lannister. Este informa-a que tem uma dívida para lhe pagar, pois salvou-o e aos dois colegas de morrerem; assim, Arya deve nomear 3 pessoas que quer que morram e Jaqen tratará do assunto. O primeiro escolhido de Arya é Tickler, o torturador. O episódio termina quando Tickler aparece morto em Harrenhal e Arya percebe que a promessa foi cumprida. Tenho gostado bastante destas cenas em Harrenhal: Maisie Williams continua fantástica, muito expressiva; Charles Dance como Tywin também está soberbo, a passar aquela imagem de arrogância, altivez e inteligência que a personagem exige; Tom Wlaschiha faz um Jaqen muito interessante (e porque não dizer agradável à vista feminina :D), com aquele sotaque e maneira estranha de falar, juntamente com o mistério que rodeia a sua personagem. Estou curiosa para ver a evolução desta parte da história.

7,5/10

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Entrevista a George R.R. Martin na SIC

Na sexta-feira à noite, a SIC transmitiu no seu Jornal da Noite uma reportagem sobre a passagem de George R.R. Martin em Portugal, que incluiu uma conversa interessante com o autor. Aqui fica o vídeo:

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